Rui Borges mostrou-se muito satisfeito pela vitória do Sporting diante do Galatasaray (3-1), na noite de quarta-feira, em jogo da 1.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões. Em conferência de imprensa, o técnico dos leões explicou, ainda, o que aconteceu com Eduardo Quaresma, que no momento em que o árbitro ia apitar para o arranque da segunda parte em Alvalade, sofreu uma indisposição que levou à entrada da equipa médica no relvado.
“Caiu-lhe mal o isotônico, estava a deitá-lo fora. Estava maldisposto. Fez, depois, uma grande segunda parte”, afirmou Rui Borges, antes de partir para a análise à partida.
“Nos primeiros 20, 25 minutos tivemos alguma dificuldade em igualar a intensidade do adversário. A primeira parte foi muito intensa e tivemos dificuldades. Não ligámos o jogo, falhámos alguns passes e eles fazem golo num lançamento para a área em que foram felizes. Não sei se houve algum nervosismo, mas sabíamos que eram intensos, que iam pressionar. Talvez a equipa não esperasse uma intensidade tão alta. Nos duelos defensivos estávamos aquém do que tínhamos de fazer. Fomos crescendo e ganhando confiança, criámos ligação. Foi importante ir para o intervalo com o jogo empatado. Para além de um remate do Leroy Sané, não criaram muito perigo. Na segunda parte, tentámos modificar um ou outro comportamento e fomos mais fortes nos duelos individuais, onde ganhámos muitas bolas. Saímos com algumas transições perigosas e chegámos ao golo com mérito. O Rodrigo Zalazar fez o 3-1 num grande golo de livre, mas tivemos mais algumas situações em que podíamos ter definido melhor e ampliado o marcador. Acabámos mais baixos em alguns momentos, mas não os deixámos criar nenhum lance de muito perigo para o nosso guarda-redes. (…) A vitória foi justa por tudo o que fomos capazes de fazer”, argumentou.
Questionado sobre as várias alterações que fez na equipa, Rui Borges admitiu que teve de gerir a condição física de alguns jogadores, como foi o caso de Zeno Debast.
“Alguma gestão de um ou outro jogador e estratégia tendo em conta o adversário. Confio na equipa e quem entrou, entrou bem. Confio em todos e na época passada já fazia algumas mudanças. Temos muitos jogadores e todos os jogadores têm de trabalhar muito para ter oportunidades. E vão tê-las”, disse.
“O Zeno estava na dúvida se ia a jogo por causa da gestão. Vem de uma lesão demorada e a sobrecarga podia não ser boa para ele. Independentemente disso, ficou doente nos últimos dias e nem treinou. Veio para jogo e ainda entrou, estava melhor hoje”, acrescentou.
“Fomos uma grande equipa”
Rui Borges revelou, ainda, aquilo que disse aos jogadores ao intervalo e falou do estofo do Sporting para competir na Liga dos Campeões.
“A mensagem foi de calma e de boas-vindas à Liga dos Campeões. A equipa foi ganhando confiança e tirando confiança ao adversário. Com o tempo, veio ao de cima a nossa qualidade individual e, acima de tudo, coletiva. Para grandes vitórias nesta competição são necessárias grandes equipas e hoje fomos uma grande equipa”, apontou.
“São equipas diferentes, anos diferentes e adversários diferentes. Olhamos jogo a jogo para percebermos do que somos capazes. Sei que vamos competir e queremos muito estar entre os melhores. Independentemente de um resultado ou outro menos positivo que pode acontecer, os rapazes sabem a exigência de jogar a Liga dos Campeões”, rematou o treinador do Sporting.
O leões entraram, assim, com o pé direito na prova milionária, seguindo-se, nos próximos meses, os duelos com Lens, LASK, Shakhtar Donetsk, Manchester United, Roma, Barcelona e Manchester City.