Schjelderup ‘zerado’ e Benfica sarado… é meio caminho andado

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Oito vitórias, dois empates e uma derrota ao cabo de 11 jogos, com 37 golos marcados e apenas nove sofridos. Ainda não se pode dizer que o Benfica esteja totalmente restabelecido das feridas do passado recente, mas a verdade é que os sinais dados, ainda na quarta-feira, em Moreira de Cónegos, dão a entender que, pelo menos, estas já começam a sarar.

Os encarnados não fizeram por menos e levaram a melhor sobre o Moreirense, por categóricos 0-4, em encontro em atraso da terceira jornada da I Liga, numa partida que dominaram ‘de fio a pavio’, e na qual se pode, inclusive, dizer que o resultado final até pecou por escasso, tamanha foi a ‘avalanche’ ofensiva que foram capazes de produzir.

A primeira parte foi palco de uma catadupa de oportunidades desperdiçadas (a mais gritante logo ao sétimo minuto, por Rafa Silva), mas acabou em bem, fruto de uma grande penalidade convertida por Vangelis Pavlidis, à beira do apito para o intervalo, após falta cometida por Alexandre Parsemain sobre Clément Lenglet.

Daí em diante, cumpriu-se a teoria de Cristiano Ronaldo. A tampa do ‘ketchup’ soltou… em grande parte, por culpa de Andreas Schjelderup, que fez com Gianluca Prestianni uma dupla ‘letal’, cujo primeiro resultado concreto surgiu à passagem dos 55 minutos, quando o segundo assistiu para o golo do primeiro.

Quatro minutos depois, os papéis inverteram-se, com o internacional argentino a receber um passe do norueguês, ‘galgou’ pela ala esquerda do ataque e rematou para o fundo da baliza à guarda de André Ferreira, que, até aí, ia fazendo tudo o que estava ao seu alcance para manter os homens da casa ‘vivos’ no jogo.

A ‘machadada final’ surgiria já aos 72 minutos, e uma vez mais com o condão de Andreas Schjelderup, que, desta feita, esteve na origem do tento do capitão Fredrik Aursnes, que tinha sido lançado em campo por Marco Silva apenas cinco minutos antes, para o lugar de Leandro Barreiro.

Feitas as contas, com este resultado, o Benfica passa a somar 13 pontos e ascende à segunda posição da I Liga, em igualdade com o Sporting e a dois pontos do líder, o FC Porto. O Moreirense, por seu lado, permanece com quatro pontos ao cabo de cinco jornadas, pelo que partilha o 11.º lugar com o Vitória SC e o Moreirense.

Figura

Marco Silva disse, na véspera, que a demora na afirmação de Andreas Schjelderup tinha como base a sua necessidade de ‘zerar’, após a presença no Campeonato do Mundo. Se já está totalmente ‘zerado’ ou não, não se sabe, mas a verdade é que o internacional norueguês demonstrou que está mais do que preparado para assumir a titularidade.

Surpresa

Fredrik Aursnes pode estar a assinar um arranque de temporada desportiva de 2026/27 mais ‘apagado’ do que seria de esperar, mas a exibição assinada em Moreira de Cónegos deixou claro que não desaprendeu de jogar. Entrou, marcou e ajudou o Benfica a gerir, sem dificuldades, o resultado, ante o Moreirense.

Desilusão

Maracás é, por norma, um dos esteios do Moreirense, mas a verdade é que a liderança que lhe é reconhecido veio ‘terra abaixo’, contra o Benfica. O defesa-central brasileiro nunca conseguiu conter o ataque adversário e até arriscou, por mais do que uma vez, cometer uma grande penalidade que abalaria ainda mais a equipa.

Treinadores

Vasco Botelho da Costa: A falta de frescura física, dada a obrigatoriedade de jogar contra FC Porto e Benfica num tão pouco espaço de tempo, explica muita coisa, mas não pode servir de explicação para tudo. O Moreirense esteve muitos furos abaixo do que é habitual, e a derrota desde cedo pareceu ser um facto consumado.

Marco Silva: Perante um Moreirense fragilizado no plano físico, o sucessor de José Mourinho assentou as operações do ataque sobre Andreas Schjelderup e Gianluca Prestianni, que foram dois ‘diabos à solta’. Uma vitória clara do Benfica, que até poderia ter sido mais ‘gorda’ não fosse a ineficácia.

Árbitro

A exibição de Fábio Veríssimo, possivelmente, só não fará correr tanta tinta quanto seria de esperar porque o Benfica acabou por golear. A decisão de não assinalar uma grande penalidade, aos 15 minutos, num lance entre Maracás e Vangelis Pavlidis, é, no mínimo, discutível, mas o resultado pode ‘salvar-lhe a pele’.

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