O FC Porto está na final four da Taça da Liga depois de um jogo complicado perante o Académico de Viseu, onde o sangue mexicano esteve presente no Dragão e acabou por dar a vitória pela margem mínima.
Santiago Giménez aplicou o golpe decisivo para a queda dos Viriatos na cidade Invicta, mesmo perto do intervalo, face a um sistema completamente novo de Francesco Farioli para surpreender Bruno Pinheiro por completo.
Desta forma, o FC Porto evita a humilhação da época passada nesta prova nacional, onde ficou pelo caminho nesta ronda frente ao Vitória SC, eventual campeão de inverno de 2025/26.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
Não foi um jogo muito propício a grandes exibições, mas há um nome que fica para a história da ficha do encontro. Santiago Giménez acaba por decidir a partida, ainda que desde a marca da grande penalidade.
Também teve mais chances de voltar a marcar, mas não teve a destreza para aproveitar as oportunidades que iam surgindo.
Surpresa
Num regresso algo antecipado e num sistema bem diferente do habitual, a verdade é que Dominik Prpic brilhou na sua primeira intervenção em jogos oficiais pela equipa principal do FC Porto esta temporada.
Coeso defensivamente e até melhor que os seus dois parceiros de defesa, o internacional sub-21 pela Croácia não tremeu perante o Académico de Viseu e apareceu em bom plano quando foi necessário.
Desilusão
Apesar de não ser diretamente responsável pela derrota do Académico de Viseu, a verdade é que, depois de uma partida realmente absurda de Luís Guilherme diante do Sporting, esperava-se que Valery pudesse subir o nível para mostrar a Bruno Pinheiro que está na luta pela titularidade com o camisola 31. No entanto, acaba por ser um dos piores em campo dos visitantes e não acrescentou nada a nível ofensivo.
Treinadores
Francesco Farioli
Uma mudança radical que continua a não dar maus resultados, mas desta feita houve uma variante inesperada na manga do italiano. O FC Porto acabou por jogar grande parte da partida com três centrais, algo que ainda não tínhamos visto deste emblema portista sob o comando de Farioli.
Acabou por correr bem, ainda que não se perceba, mais uma vez, a falta de coragem para apostar nos jovens da formação portista, que são, apenas, campeões do mundo e da Europa de sub-17, como foi o caso de Mateus Mide, que até esteve no banco de suplentes nesta partida.
Bruno Pinheiro
Voltou a ser igual a si mesmo, mas foi traído por uma má gestão de calendários por parte da Liga Portugal, tal como o Sporting já tinha sido na noite de terça-feira. No entanto, é visível que a segunda linha do Académico de Viseu pode assustar qualquer equipa, mas fica mais complicado de competir sem as grandes estrelas do conjunto viseense.
Arbitragem
Sérgio Guelho só pecou por não ir ver o lance da grande penalidade de outro ângulo no monitor do VAR, já que há algumas dúvidas face ao desvio da bola no corpo de Gambor antes desta ir para o braço do defesa viseense. Fora isso, foi uma noite pacífica no Estádio do Dragão.