O Torreense saiu, ao final da tarde de quinta-feira, com uma derrota pesada da casa dos húngaros do Ferencváros. Os portugueses foram goleados por 4-1, averbando o segundo desaire consecutivo na Liga Europa, num jogo apenas decidido na etapa complementar.
Numa altura em que a crise dos combustíveis dá que falar um pouco por todo o lado e em quase todos os dias, pode mesmo dizer-se que a formação orientada por Luís Tralhão atestou apenas meio depósito para esta viagem europeia até Budapeste.
Depois do desaire no último suspiro frente ao Sunderland, o Torreense mostrou-se a bom nível e discutiu o jogo de igual para igual com os húngaros durante grande parte do encontro, mas a falta de maturidade nestas andanças acabou por pesar.
A equipa lusa acabaria por deixar o Groupama Arena com uma goleada que não espelha o que se passou em campo, pelo menos se olharmos para o jogo no seu todo. Se, por outro lado, virmos apenas a segunda parte, os portugueses pagaram caro pelos erros.
O conjunto português entrou melhor no encontro, mas o avançado ex-Estoril Dele Yusuf abriu o ativo, aos 20 minutos. A resposta dos portugueses foi quase imediata. Manuel Pozo igualou, aos 23′, levando a partida empatada para o intervalo. Na etapa complementar, tudo mudou e os magiares mostraram-se mais fortes.
O Ferencváros entrou a todo o gás para a etapa complementar e Mariano Gómez, ao minuto 58, deixou a equipa da casa na liderança do marcador. Os azuis grená não desligaram, mas a reta final acabou por ser fatídica para o vencedor da última edição da Taça de Portugal. O autogolo do mauritano Mohamed Ali-Diadié, aos 80, e um desvio certeiro de Krisztian Lisztes, já em cima do minuto 90, sentenciaram o encontro.
Mas vamos às notas desta partida:
Figura
Mariano Gómez foi o melhor em campo. Gigante a defender, sempre presente na hora certa para ajudar a equipa, o argentino foi lá à frente para marcar no arranque do segundo tempo e deixar as contas praticamente fechadas.
Surpresa
Dele Yusuf avisou instantes antes e acabou mesmo por molhar a sopa nos minutos que se seguiram, aproveitando um erro do Torreense. Foi uma grabde ameaça à baliza de Lucas Paes enquanto esteve em campo
Desilusão
Jogo menos conseguido por parte de Mohamed Diadié. O central costuma ser uma das unidades mais fiáveis dos portugueses, mas não esteve nada bem na Hungria e borrou a pintura com um autogolo.
Treinadores
Balázs Borbély
Ainda que a equipa magiar não tenha criado grandes oportunidades, nem muito menos feito um jogo de encher o olho, a verdade é que a maturidade fez a diferença no final.
Luís Tralhão
A missão para os portugueses eram muito complicada, mas a primeira parte, principalmente os minutos iniciais da mesma, deram boas indicações por parte do clube da II Liga. No entanto, a falta de energia para aguentar um jogo completo fez a diferença.
Arbitragem
Nada a apontar ao trabalho do francês Jérôme Brisard.