Marco Silva quer mais do Benfica: “Não podemos deixar cair na pasmaceira”

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O Benfica deu, esta quinta-feira, mais um passo no sentido do apuramento para a próxima fase da Liga Europa, ao levar a melhor sobre o Omonia, no Neo GSP, por categóricos 1-4, num jogo em que entrou da melhor maneira, fruto de um autogolo de Loic Nego, mas no qual chegou a ‘tremer’, quando, à beira do apito para o intervalo, Andronikos Kakoulis repôs a igualdade.

Vangelis Pavlidis, Fredrik Aursnes e Gianluca Prestianni viriam a fazer o gosto ao pé, já no segundo tempo, para selarem o resultado final, mas, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final para o encontro da terceira jornada da fase de liga, Marco Silva deixou bem claro que não ficou totalmente satisfeito com aquilo que viu.

“Foi uma vitória totalmente justa da melhor equipa e da equipa que também tinha mais condições para o ser. Voltámos a ter duas entradas fortes, na primeira e segunda partes. No primeiro tempo, não tivemos muitas oportunidades, mas, depois do primeiro golo, o jogo estava completamente do nosso lado e controlado, com o adversário sem capacidade de provocar alguma coisa”, começou por afirmar.

“A partir dos 20 minutos, começámos a falhar, a perder bolas não forçadas, e o adversário começou a acreditar. Demos-lhes essas condições para acreditarem. Vieram alguns erros que não podem ser normais, e sofremos o golo. Retificámos ao intervalo e fizemos os jogadores entender que não podemos deixar o jogo cair numa pasmaceira”, prosseguiu.

“Fizemos a segunda parte mais ao nosso nível, com o jogo controlado, mas muito mais intensos, objetivos e, acima de tudo, objetivos. Criámos muito mais oportunidades, a reação na segunda parte foi muito boa. Já dei os parabéns aos jogadores por mais três pontos nesta competição, e temos de continuar o nosso caminho”, completou o sucessor de José Mourinho.

“Tem sido mais difícil Manu Silva recuperar…”

Marco Silva aproveitou, ainda, a ocasião para analisar a prestação de alguns dos jogadores menos utilizados aos quais deu uma oportunidade para se mostrarem, como foi o caso de Manu Silva: “Teve uma lesão grave e quebrou o momento dele. Tem sido mais difícil recuperar, a concorrência é forte, este ano, possivelmente ainda mais, por termos contratado o João Palhinha”.

“Sabe que tem de continuar a trabalhar forte, começou a época a titular com o St. Gallen. Começou bem o jogo, teve um papel fundamental no primeiro golo, na forma como faz aquele apoio por trás da primeira linha de pressão do adversário. Nos últimos 25 minutos, não foi só ele, foi a equipa. Falhámos alguns passes e ele começou a perder confiança. Cresceu novamente no princípio da segunda parte”, refletiu.

Já sobre Anísio Cabral, que ainda não tinha somado minutos, esta época, explicou: “Não é que não tenhamos confiança no Anísio, mas esperava mais um golo para fazer a gestão de alguns dos jogadores mais utilizados. Tinha pensado em lançar o Anísio para lhe dar  alguma experiência de jogo internacional. Será sempre muito mais fácil ir lá para dentro quando o jogo está minimamente controlado, para ter o espaço e a tranquilidade necessários para crescer”.

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