Insustentável. O traço comum em 12 dos 13 golos sofridos pelo Sporting

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Diz a frase atribuída a Mark Twain que “a história não se repete, mas rima”, e a verdade é que o Sporting teima em confirmá-la, com mais uma coletânea de erros individuais que lhe voltaram a custar caro, desta feita, na derrota sofrida diante do LASK Linz, na passada quarta-feira, em pleno Estádio José Alvalade, por 2-3.

Os leões adiantaram-se no marcador, no encontro da terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, logo à passagem do quinto minuto, na sequência de uma grande penalidade convertida por Luis Suárez. No entanto, como tantas vezes tem acontecido, na nova temporada desportiva de 2026/27, não soube segurar o resultado.

A resposta por parte dos austríacos surgiu à passagem dos 15 minutos, quando Luis Suárez perdeu a bola no terço defensivo. Esta acabaria por chegar a Christoph Lang, a quem Eduardo Quaresma deu espaço de sobra para controlar e preparar um remate cruzado que só parou no fundo da baliza à guarda de Kaique Pereira.

A reviravolta ficou consumada aos 63 minutos, fruto de mais uma desatenção. Sergi Altimira perdeu a bola no ataque e ficou a pedir uma falta de o árbitro escocês Nicholas Walsh não assinalou, resultando num contra-ataque no qual os homens de Rui Borges foram apanhados em inferioridade numérica e no golo de Sasa Kalajdzic.

A ‘machadada final’ viria a surgir apenas cinco minutos depois. Luis Suárez e Maxi Araújo descoordenaram-se, dando azo a mais uma transição rápida. Desta feita, na grande área, foi a vez de Gonçalo Inácio ser demasiado ‘meigo’ perante Krystof Danek, que atirou contra as suas pernas e para o 1-3.

Aos 89 minutos, Luis Suárez ainda bisou, após uma jogada de insistência que terminou com uma finta sobre o guarda-redes adversário, Tobias Schutzenauer (que substituíra Lukas Jungwirth, que saiu lesionado de um choque aparatoso, precisamente, com o internacional colombiano), mas já não houve tempo para a recuperação.

‘Tiros dos pés’ do Sporting não se ficam por aqui

Esta sucessão de erros individuais por parte do Sporting teve início logo na ronda inaugural da I Liga, quando uma vantagem sobre o Estrela da Amadora, por 0-2, se tornou num empate a duas bolas, fruto de uma perda de bola de Eduardo Quaresma e de uma abordagem infeliz de Rui Silva, que levaram aos golos de Leandro Antonetti e Beni Souza.

Seguiu-se um triunfo sobre o Vitória SC, por 3-2… num jogo em que chegou a estar a vencer, por 3-0. O primeiro tento vimaranense, da autoria de Samu Silva, nasceu de uma jogada de entendimento do ataque, mas o segundo, dois minutos depois, nasceu de mais uma bola perdida, neste caso, de Rodrigo Zalazar.

Na vitória sobre o Alverca, por 3-1, Rui Silva não conseguiu desviar um remate forte, mas à figura de Figueiredo. Um resultado que se repetiu contra o Galatasaray, quando, por outro lado, entrou a perder, na sequência de um autogolo rubricado por Gonçalo Inácio, logo à passagem do quinto minuto.

Seguiram-se dois empates consecutivos, contra o Famalicão, com direito a mais uma infelicidade de Gonçalo Inácio, e contra o Arouca, neste caso, por ‘culpa’, sobretudo, de Zeno Debast, que foi expulso por falta dura sobre Gabriel Rukavina, e Eduardo Quaresma, que provocou uma grande penalidade, antes de deixar escapar Dylan Nandín, no golo do empate.

Mais recentemente, no triunfo sobre o Sporting de Braga, por 1-3, o ‘patinho feio’ foi, uma vez mais, Rui Silva, que viu um remate de Pau Víctor embater no poste e, de seguida, nas suas costas, num lance caricato que, na altura, deixava os vice-campeões nacionais em título a perder, por 1-0.

Feitas as contas, dos 13 golos já sofridos pelo Sporting, esta época, 12 partiram de erros individuais. Uma ‘dor de cabeça’ para Rui Borges resolver, esperará o próprio, a tempo, do duelo da nona jornada do campeonato nacional, ante o Académico de Viseu, que tem apito inicial agendado para as 20h30 (hora de Portugal Continental) de domingo.

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