O FC Porto deu, esta terça-feira, continuidade àquele que está a revelar-se um arranque para esquecer, na fase de liga da nova temporada desportiva de 2026/27 da Liga dos Campeões, ao somar a terceira derrota ao cabo de tantas outras jornadas, desta feita, diante do PSV, em pleno Estádio do Dragão, por 0-1.
Após o apito final, os adeptos contestaram veementemente a equipa orientada pelo treinador italiano Francesco Farioli e travaram-se, inclusive, de razões com Jan Bednarek e Jakub Kiwior. Uma situação que não apanhou de surpresa Juary, nome incontornável da história do emblema azul e branco.
“O adepto do FC Porto é diferente. Por incrível que pareça, está mal habituado. Está habituado a vencer, está habituado a ganhar em qualquer circunstância, em todos os lugares. Fomos nós, os jogadores do FC Porto, que demos essas condições aos nossos adeptos, então, eu creio que eles estão cobertos de razão”, começou por afirmar.
“Têm de cobrar, não podem aceitar. Não podem aceitar pacificamente, não podem aceitar as coisas que não estão a dar certo de braços abertos. É preciso cruzar os braços, partir mesmo para cima e cobrar. Agora, toca aos jogadores responder a essa cobrança, dentro de campo”, acrescentou, em entrevista concedida ao ‘Jornal de Desporto’ da Antena 1.
“Jogadores não se esqueceram de jogar futebol, de um momento para o outro”
O autor do golo que, em 1987, valeu a vitória sobre o Bayern Munique, por 2-1, e consequente conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus, enalteceu, ainda, a postura adotada por Diogo Costa, que, após o apito final, na zona de entrevistas rápidas da Sport TV, avisou que os dragões têm de ser “mais fortes” e “mais agressivos”.
“É atitude de capitão, de um grande capitão, de um grande guarda-redes. É atitude de quem conhece o ambiente, de quem conhece o clube, de quem conhece os adeptos, e já demonstrou o que precisa de ser feito. Ele já deu a direção, já deu o caminho”, analisou o antigo internacional brasileiro, atualmente, com 67 anos de idade.
“Agora, toca ao resto do grupo seguir essa caminho, como nós seguimos, nas nossas épocas, o que também não foi fácil, mas também tínhamos grandes capitães, como o Lima Pereira, o Gomes, o Eurico… Então, eram jogadores que seguíamos, em todos os momentos”, acrescentou, mostrando-se confiante numa reviravolta.
“Eu vejo que o FC Porto está a comportar-se bem. Agora, precisa é de virar a chave, não é? De achar o ‘timing’ para a Liga dos Campeões. Eu acredito que há condições para isso, porque tem uma grande equipa, uma equipa formada por grandes jogadores. Nenhum deles se esqueceu de jogar futebol, de um momento para o outro”, concluiu.
O que se segue para o FC Porto na Liga dos Campeões?
Com zero pontos somados em nove possíveis, o FC Porto vira, agora, todas as atenções para os seis jogos que sobram, na Liga dos Campeões, contra Napoli (a 4 de novembro, no Estádio do Dragão), Feyenoord (a 24 de novembro, no De Kuip), Liverpool (a 9 de dezembro, em Anfield), Slavia Praga (a 19 de janeiro, no Estádio do Dragão) e LASK Linz (a 27 de janeiro, na TGW Arena).