O Benfica vai de ‘vento em popa’, e, ao início da noite desta quarta-feira, alcançou aquela que foi a sexta vitória consecutiva, desta feita, ao levar a melhor sobre o Moreirense, em pleno Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, por categóricos 0-4, em encontro em atraso da terceira jornada da I Liga.
Os encarnados chegaram a Moreira de Cónegos sob o rótulo de favorito, e não deram a mínima hipótese ao adversário, num jogo em que o mais difícil foi mesmo… marcar o primeiro golo. O ‘nó’ foi desfeito por Vangelis Pavlidis, que, na conversão de uma grande penalidade, abriu caminho a um autêntico ‘espetáculo’ de Gianluca Prestianni.
Pavlidis contra o desperdício (e a polémica)
O Benfica mostrou-se empenhado em colocar-se em vantagem no marcador o mais rapidamente possível, e a verdade é que só pôde queixar-se de si mesmo para que tal tenha demorado a acontecer, visto que a primeira parte foi um ‘festival do desperdício’, que teve o ponto mais alto ao sétimo minuto, quando Rafa Silva falhou um golo ‘cantado’.
Daí em diante, tirando uma ou outra investida dos homens da casa, o jogo foi mesmo de sentido único, tendo André Ferreira assinado uma exibição particularmente inspirada… ao contrário de Fábio Veríssimo, que esteve, por diversos momentos, sob forte contestação por parte dos encarnados.
Aos 12 minutos, Rafa Silva foi derrubado por Maracás e pediu grande penalidade, mas sem sucesso. Apenas três minutos depois, o defesa-central brasileiro voltou a fazer das suas, desta feita, ao atingir Vangelis Pavlidis, mas, tal como acontecera antes, o árbitro da Associação de Futebol de Leiria mandou jogar.
Mas, à terceira, foi mesmo de vez. Num dos últimos lances antes do apito para o intervalo, Clément Lenglet caiu junto à baliza adversária, após lance dividido com Alexandre Parsemain, e, desta feita, o juiz não perdoou, apontando para a marca dos 11 metros (após aviso do VAR), de onde Vangelis Pavlidis atirou a contar.
‘Show’ de Prestianni em Moreira de Cónegos
O Moreirense até entrou bem no segundo tempo, dando a entender que estaria empenhado em discutir o resultado… mas o Benfica não tardou a ‘matar’ as esperanças, muito por culpa de Gianluca Prestianni, que se revelou uma autêntica ‘dor de cabeça’ para o conjunto orientado por Vasco Botelho da Costa.
Aos 55 minutos, o internacional argentino cruzou rasteiro para Andreas Schjelderup, que rematou para o fundo da baliza à guarda de André Ferreira. Apenas quatro minutos depois, o próprio chamou para si as responsabilidades e, depois de uma bela investida pela ala esquerda do ataque, fez mesmo o gosto ao pé.
Até ao apito final, ainda haveria tempo para também Fredrik Aursnes ‘dar um ar de sua graça’. O internacional norueguês foi lançado por Marco Silva aos 67 minutos, para o lugar de Leandro Barreiro, e precisou de apenas cinco minutos para consumar a goleada encarnada, a passe do compatriota Andreas Schjelderup.
Feitas as contas, com este resultado, o Benfica passa a somar 13 pontos e ascende à segunda posição da I Liga, em igualdade com o Sporting e a dois pontos do líder, o FC Porto. O Moreirense, por seu lado, permanece com quatro pontos ao cabo de cinco jornadas, pelo que partilha o 11.º lugar com o Vitória SC e o Moreirense.
Momento do jogo: O domínio do Benfica era claro, mas a demora no primeiro golo fazia pairar o receio de um eventual ‘amargo de boca’. No entanto, à beira do apito para o intervalo, Vangelis Pavlidis marcou, de penálti, e libertou a equipa de amarras, num embate que só acabou com ‘chapa quatro’.