O FC Porto entrou com o pé esquerdo na fase de liga única da Liga dos Campeões diante de um adversário ‘robótico’ do Manchester City, liderado por um Erling Haaland que não demonstra qualquer tipo de dó ou piedade face às suas ‘vítimas’.
Os portistas começaram com um ambiente fenomenal a acreditar que um resultado positivo seria possível, mas a verdade é que os citizens são, efetivamente, mais fortes e, principalmente, mais eficazes, que, confessemos, fica sempre mais fácil com o avançado norueguês na frente de ataque.
O resultado final acabou por ser uma derrota azul e branco, por 0-2, num regresso agridoce para os dragões em frente aos seus adeptos.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
É muito complicado dar este prémio a apenas um jogador, quando houve dois que foram claramente acima da média desta partida, um para cada equipa. Erling Haaland pela óbvia razão de ter marcado os dois golos da vitória do Manchester City e de ter sido decisivo.
Já Diogo Costa, tem de estar nesta categoria devido aos números que a vitória inglesa poderia ter chegado se não estivesse em dia ‘sim’. Com várias defesas de dificuldade elevada, o português manteve o FC Porto na discussão ativa pelo resultado até ao momento do segundo tiro certeiro do norueguês.
Surpresa
Para dar o contexto desta escolha, é importante referir que esta não é uma surpresa pela qualidade do jogador, mas sim da rapidez com que se encaixou no meio-campo do Manchester City e acatou as responsabilidades de Enzo Maresca.
Falamos de outro Enzo, desta feita Fernández, que integrou-se muito facilmente num novo clube, onde não parece estar a acusar qualquer tipo de pressão por ser a compra mais cara da sua história. O facto de já ter trabalhado com Maresca ajuda, mas ainda assim é de notar esta conquista.
Desilusão
A desilusão poderia ser distribuída um pouco por vários jogadores do FC Porto, mas a verdade é que Pepê, apesar de ter tido uma ocasião de perigo, a mesma foi anulada por fora de jogo, pelo que poderá ser o indivíduo que fica com o ‘peso’ da responsabilidade de um jogo não muito bem conseguido a nível ofensivo, onde os portistas não fizeram um único remate à baliza de Gianluigi Donnarumma.
Treinadores
Francesco Farioli
A estratégia montada não esteve no seu melhor. Embora a pressão alta em momentos tenha parecido funcionar, a verdade é que a troca de bola por parte de jogadores com a qualidade tecnico-tática do Manchester City torna muito complicada uma pressão eficiente que faça uma verdadeira mossa, pelo que uma abordagem de retranca e contra-ataques rápidos poderia ser mais eficaz, como se viu nos momentos em que os ingleses cercaram a área azul e branca.
Enzo Maresca
Embora o seu estilo de jogo não seja o mais vistoso e apreciado para ir ver a um estádio, a verdade é que, para a equipa que tem nas mãos, não é preciso muito mais para conseguir vencer jogos, que é o que realmente importa no futebol profissional. Claro que contar com um robô no ataque não devia ser permitido, mas enquanto não for provado que Haaland não é deste planeta, teremos de continuar a ver o nórdico a somar golos atrás de golos.
Arbitragem
O árbitro polaco Szymon Marciniak teve alguns momentos que é melhor retirar da memória, caso seja julgado pelo que se passou no Estádio do Dragão a 8 de setembro de 2026. Isto porque perdoa, à clara luz da noite da Invicta, um segundo cartão amarelo a Josko Gvardiol ainda na primeira parte, que influencia o modo como o encontro seria jogado a partir dessa expulsão.
Depois, tanto o juiz principal como o VAR deviam ter tido mais atenção com o lance entre Marc Guéhi e Gabri Veiga, já que o inglês dá uma cotovelada em flagrante – ainda que fruto do choque entre dois jogadores – que acerta em cheio no jogador do FC Porto, deixando-o, inclusive, com a cara em sangue. Nem falta mereceu.