Farioli rejeita problemas com Rodrigo Mora: “Foi uma decisão financeira”

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À margem da antevisão à receção de domingo ao Arouca, da terceira jornada da I Liga, o técnico italiano abordou a transferência do jogador, começando por enquadrá-la numa decisão financeira do clube e não numa opção relacionada com a utilização desportiva.

“A decisão e o facto de o Rodrigo sair é uma decisão financeira. O negócio de mais de 50 milhões representa o maior valor líquido para o clube, é a maior transferência da história da Roma e uma das cinco maiores de sempre do FC Porto”, sustentou.

Farioli lembrou que o FC Porto “precisa de vender para continuar a avançar” e contrariou também a ideia de que Rodrigo Mora tivesse assumido um papel secundário nas suas opções, apresentando os números de utilização do jogador em comparação com Gabri Veiga.

Segundo o treinador, Mora somou 1.946 minutos na última temporada, contra 2.699 do espanhol, tendo sido titular em 21 encontros e utilizado como suplente em outros 23, números que, para Farioli, demonstram que a distância entre ambos “não é assim tão grande”.

“Quando temos dois jogadores ao mesmo nível, temos de gerir de acordo com o jogo, os resultados e as necessidades. Com o Rodrigo, acredito verdadeiramente que foi uma época positiva”, avaliou.

Mais do que a utilização, o italiano destacou a evolução que considera ter existido no futebol do jovem português, que deixa o FC Porto depois de conquistar mais dois títulos.

“Acho que hoje o Rodrigo é um jogador mais completo. Tem o mesmo talento que tinha há 14 meses e hoje é um jogador de equipa. Tenho absoluta certeza de que aquilo que aprendeu este ano será muito bom para a carreira dele”, vincou.

Farioli revelou ainda um episódio ocorrido antes da recente deslocação ao terreno do Rio Ave, quando a transferência para a Roma estava praticamente concluída e decidiu não utilizar Mora, salvo absoluta necessidade, para não colocar o negócio em risco.

Antes da partida, o treinador pediu ao médio para falar aos companheiros no balneário, num discurso que, segundo Farioli, se centrou exclusivamente na ligação ao clube.

“O discurso dele foi apenas sobre o seu amor pelo Porto. É um jogador muito jovem, mas que já tem liderança e capacidade para assumir determinadas responsabilidades. O discurso foi fantástico e ajudou-nos a entrar em campo e a ganhar mais um jogo”, partilhou.

O treinador garantiu também que manteve várias conversas individuais com Mora durante os últimos dias da negociação e descreveu a relação entre ambos como “transparente” e “honesta”, apesar da dimensão alcançada pelo processo de transferência.

“Para o Rodrigo foi um momento bastante particular. É a segunda vez, depois de alguns anos, que surge envolvido num grande negócio e com a possibilidade de deixar o clube da sua vida”, reconheceu.

Farioli considerou, contudo, que desta vez a vertente financeira surge acompanhada por “um projeto desportivo de topo” na Roma, vendo a mudança como “um bom passo” para o jogador.

“É um rapaz que foi fantástico connosco”, resumiu o técnico, garantindo que será agora “o seu primeiro adepto” e desejando-lhe sucesso na nova etapa da carreira.

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