As negociações entre o FC Porto e a AS Roma tendo em vista a transferência de Rodrigo Mora chegaram a parecer destinadas a alcançarem o sucesso, mas, nas últimas horas, um impasse relativo aos moldes em que o negócio se faria levou a que as mesmas tenham ficado em risco de cair por terra.
De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal italiano Corriere dello Sport, a direção giallorossa estava convicta de que iria mesmo ganhar a corrida pelo internacional sub-21 português, depois de ter apresentado uma proposta concreta de empréstimo que contemplava o pagamento de uma taxa inicial de entre sete a oito milhões de euros.
A investida previa, ainda, uma cláusula de opção de compra de mais de 40 milhões de euros, que, a ser ativada, permitiria fazer face aos 50 milhões de euros que a direção liderada por André Villas-Boas apontou, desde o primeiro instante, como fasquia para abrir mão daquele que é um dos seus principais ativos desportivos.
E foi precisamente aqui que o problema começou. A estrutura azul e branca exige que a dita cláusula de opção de compra conte com uma alínea que lhe dê contornos de obrigatoriedade caso venham a ser cumpridos objetivos simples, como um número mínimo de jogos a efetuar ou uma posição na Serie A.
Por seu lado, o diretor desportivo da formação romana, Tony D’Amico, pretende ter a “liberdade” de, no final da nova temporada desportiva de 2026/27, decidir se vale ou não avançar para a contratação, a título definitivo, do jogador de apenas 19 anos de idade, consoante aquilo que este venha a ser capaz de colocar em prática.
Face a este cenário, os responsáveis da AS Roma reuniram-se de urgência, para discutir quais os próximos passos que serão dados neste processo, sob a certeza de que este poderá ser um dia decisivo para que a chegada do criativo venha a ficar definitivamente fechada… ou descartada.
Para já, Rodrigo Mora é opção para o Rio Ave-FC Porto
Neste momento, tudo aponta para que Rodrigo Mora ainda possa vir a integrar a lista de jogadores convocados pelo treinador italiano Francesco Farioli para o encontro da segunda jornada da I Liga, que irá colocar, frente a frente, Rio Ave e FC Porto, no Estádio dos Arcos, às 20h30 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado.
A jovem promessa, recorde-se, assumiu um papel de grande preponderância na equipa principal dos dragões, em 2024/25, sob o ‘reinado’ do argentino Martín Anselmi, de tal maneira que, no final da mesma, assinou um novo contrato, válido até junho de 2030, com uma cláusula de rescisão no valor de 70 milhões de euros.
No entanto, ‘perdeu gás’ com a chegada do atual timoneiro, que sempre deu primazia à aposta no espanhol Gabri Veiga. Um cenário que se manteve, no início da nova época, visto que não foi utilizado ante o Torreense (vitória, por 1-0, para a Supertaça Cândido de Oliveira) e só entrou para os instantes finais da receção ao Alverca (triunfo, por 2-0).