Duarte Gomes volta a falar da saída da FPF: “A opção pelo silêncio…”

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Duarte Gomes voltou a recorrer às redes sociais, no decorrer da tarde desta segunda-feira, para deixar um novo posicionamento da demissão do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, que aconteceu no final do mês de junho.

O antigo árbitro falou sobre a polémica que se abateu sobre a arbitragem portuguesa e explicou que optou por se manter em silêncio uma vez que entendeu que este tema “é demasiado sério para ser abordado em praça pública”.

Duarte Gomes vai ainda mais longe e garante também que tem os seus “limites estão definidos há muito tempo”, sublinhando que estes “não dependem de estatuto, ordenado ou estabilidade profissional.

“Li que tudo não passou de uma cabala com propósitos obscuros; que tinha sido montada uma estratégia, com patrocínio de terceiros, para pôr os maus no lugar dos bons; que houve precipitação baseada em meros achismos, que isto e que aquilo. À parte disso, muitas mensagens privadas, muitos comentários paralelos, insinuações, dúvidas, perguntas, críticas, elogios, o habitual”, escreveu o antigo árbitro.

“Continuo a achar o mesmo. É precisamente por isso que nunca me referi publicamente a nomes, nunca acusei ninguém de ilegalidades, nunca afirmei que a saída se devera a ilícitos criminais. Não tenho competência para fazer análises que só cabem a quem de direito. No meio de tudo isto percebi, sem novidade, que ser ético é muito fácil quando o preço a pagar é baixo”, termina a mensagem.

Confira a mensagem na íntegra:

“Todos os dias lido com versões alternativas sobre os motivos que levaram à minha renúncia de funções na estrutura nacional de arbitragem.

Li que tudo não passou de uma cabala com propósitos obscuros; que tinha sido montada uma estratégia, com patrocínio de terceiros, para pôr os maus no lugar dos bons; que houve precipitação baseada em meros achismos, que isto e que aquilo. À parte disso, muitas mensagens privadas, muitos comentários paralelos, insinuações, dúvidas, perguntas, críticas, elogios, o habitual.

A opção pelo silêncio tem o seu preço e este, o de dar voz a todos, é apenas um deles.

Ando no futebol há muito tempo e sei bem que este não é mundo para românticos quixotianos. Há equilíbrios, interesses, pressões, relações e compromissos que devem ser geridos com diplomacia e sensatez. Quem aceita assumir responsabilidades nesta indústria tem de ter capacidade de encaixe e jogo de cintura.

Mas ser político é uma coisa, dobrar a coluna é outra.

E nestas coisas, cada um tem o direito de estabelecer os limites da sua própria consciência. Os meus estão definidos há muito tempo e não dependem de estatuto, ordenado ou estabilidade profissional.

Até hoje optei por não falar sobre o tema, por entender que é demasiado sério para ser abordado em praça pública. Continuo a achar o mesmo. É precisamente por isso que nunca me referi publicamente a nomes, nunca acusei ninguém de ilegalidades, nunca afirmei que a saída se devera a ilícitos criminais. Não tenho competência para fazer análises que só cabem a quem de direito.

No meio de tudo isto percebi, sem novidade, que ser ético é muito fácil quando o preço a pagar é baixo. Qualquer um tem moral apurada se em causa não estiver a perda de coisas importantes. Se estiver, a história é outra.

No final do dia, o que conta mesmo é a conversa que cada um de nós tem com o travesseiro, consciência e núcleo familiar.

O resto… o tempo colocará no devido lugar.”

— Mais como isto

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