Receita para a vitória: “Com estratégia, com muita capacidade de trabalho, com alguma felicidade à mistura… É uma mistura de coisas. Sabíamos que iríamos ter de sofrer para trazer pontos de Alvalade. No início do jogo, tivemos alguma dificuldade na nossa estratégia. Assumimos uma estrutura que permitia ao Doumbia e ao Altimira ficarem altos no campo. A nossa intenção era que fosse o Inácio a subir e, nas bolas longas, fazer estragos. Tivemos sucesso a partir de determinado momento, na primeira parte, e, na parte final da primeira parte, não gostei, porque os jogadores começaram a jogar demasiado para trás e tivemos de corrigir. Na segunda parte, sabíamos que o Sporting ia apertar. Muita luta com Robinho e Brau para estarem mais próximos dos extremos do Sporting. Quando encurtámos a distância, as situações de um para um tornaram-se mais fáceis para os laterais”.
Abordagem ao jogo: “Sabíamos que os extremos ficam sempre abertos, porque têm capacidade de um para um. Era importante segurar. Os laterais estavam muito receosos do um para um, quando deviam estar mais abertos e próximos para não os deixar entrar com muita velocidade para cima deles. No final, com um bocadinho de sorte, mas também conseguimos criar algumas oportunidades, tivemos alguns remates que podiam ter tido outro desfecho… Nunca podíamos vir aqui dominar o jogo, mas acho que merecemos a vitória pelo que fizemos”.
Sensação com que sai de Alvalade: “O futebol é isto. Hoje, estamos lá em cima, amanhã de manhã, podemos acordar e estar lá em baixo. Não há euforias, há muita humildade e há muita ambição nesta equipa. É isso que queremos manter. Destacar, uma vez mais, a quantidade de adeptos, aqui, no estádio. Foi fantástico ouvir Académico em pleno Alvalade””.