Marco Silva sem boas notícias por Barreiro: “Não é apenas duas semanas”

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Tomás Araújo volta a ter minutos ao lado de Circati. A resposta de Milão, com os dois a estarem muito bem juntos, foi a influência principal para não estar o Lenglet e estar o Tomás? “Sinceramente, não. Aceito e é uma interpretação lógica, mas não tem a ver com isso. Tem a ver com os dados que temos de recuperação de um jogo para o outro. Para nós é importante o Tomás ir jogando. Acaba por ter já mais minutos do que o Lenglet, embora o Lenglet tenha começado a época muito mais cedo. Em termos de minutos, o Tomás já o ultrapassou, mas queremos o Tomás a jogar dentro dos limites possíveis, sem corrermos riscos. Temos rodado os três centrais, mas acima de tudo precisamos que ele jogue. Temos gostado muito dele à esquerda, é um jogador que nos dá coisas muito boas também desse lado, e optámos por continuar com o Tomás. Era uma substituição lógica porque jogou no último encontro e tem tido mais minutos ultimamente.”

Vê Sudakov como um ‘8’? “O Sudakov, na carreira dele, jogou mais a ’10’ do que a ‘8’. Já disse que, em alguns momentos, não temos trabalhado o suficiente nessa posição. Queríamos estabilizar o Sudakov na posição ’10’ e, acima de tudo, que tivesse boas exibições para ganhar a confiança necessária. Este é o momento para o começarmos a fazer em algumas situações, ainda mais com a lesão infeliz do Leandro [Barreiro], que nos obrigou a encontrar outro tipo de soluções. Não será uma paragem de apenas uma ou duas semanas, por isso temos de procurar alternativas dentro do plantel e dos jovens. Hoje temos connosco o [Tiago] Freitas, que é um jovem que pode fazer essa posição. O Sudakov está mais do que disposto a jogar aí, sente-se confortável e vai ver o jogo muitas vezes mais de frente. Isso nota-se mais no momento em que ganhamos a bola, porque defendemos com dois médios lado a lado e ele é muito forte sem bola na posição em que costuma estar. Com bola, recuperando mais baixo, vai ter o jogo mais vezes de frente, até porque normalmente posicionamos os dois médios bem subidos nos espaços que pretendemos. É uma possibilidade, requer mais treino, mas ele está preparado e hoje poderá já atuar nessa posição.”

Titularidade de Manu: “Se se lembrarem, no primeiro jogo oficial da temporada ele jogou na posição ‘6’. A questão física e a lesão foram marcantes. Não tinha um conhecimento profundo do Manu antes de vir para o Benfica, mas, dos jogos que acompanhei, percebi que estava num momento muito bom. Por isso é que houve esse investimento nele e era um jogador em quem todos no clube depositavam grande esperança. Uma lesão grave quebra o momento de qualquer atleta. Ele está à procura de ganhar a condição física que lhe permita jogar à intensidade que a posição exige: muitas vezes sozinho com bola, o que requer outras coisas. Tem algo muito importante: percebe muito bem o jogo e os seus momentos. Basta dizer-lhe o que queremos para ele saber o que fazer e executar. Esperamos que hoje dê uma boa resposta, porque é um excelente profissional, um bom rapaz e todos gostamos muito dele.”

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