O FC Porto averbou a primeira derrota nesta nova temporada frente ao Manchester City (0-2), naquele que também foi o regresso à Liga dos Campeões. A equipa de Francesco Farioli revelou dificuldades defensivas, tendo Diogo Costa evitado males maiores, mas o dado mais alarmante mora no ataque. Os números são claros: zero remates enquadrados à baliza, tendo tentado visar a baliza de Donnarumma apenas por cinco ocasiões ao longo dos 90 minutos.
Esta combinação revela-se especialmente preocupante, tendo em consideração que do outro lado esteve uma equipa que deu muito trabalho a Diogo Costa, efetuando 20 remates, metade enquadrados.
A falta de fulgor ofensivo foi evidenciada, sobretudo, pelo trio ofensivo formado por William Gomes, Pepê e André Silva.
Juntos, estes três jogadores fizeram um total de três remates, nenhum deles em direção à baliza inglesa, ao mesmo tempo que apenas Pepê conseguiu completar um drible com sucesso.
Do banco de suplentes saíram Borja Sainz, aos 68 minutos, e Santiago Giménez, aos 72 minutos, mas a dinâmica do ataque do FC Porto não ganhou outra dimensão. A dupla também não conseguiu incomodar Donnarumma e a melhor ação foi um cruzamento por parte do avançado mexicano.
Raio-X ao ataque do FC Porto frente ao Manchester City
| Jogador | Remates |
Cruzamentos com sucesso
|
Dribles com sucesso | Minutos |
| André Silva | 0 | 0 | 0 | 73 |
| William Gomes | 1 | 0 | 0 | 68 |
| Pepê | 1 | 0 | 1 | 90 |
| Santiago Giménez | 0 | 1 | 0 | 17 |
| Borja Sainz | 0 | 0 | 0 | 22 |
*Dados Sofascore
Eficácia vai sendo decisiva nas provas internas
Este FC Porto está longe de ser uma máquina ofensiva, mas nas provas internas vai assinando um registo que vale, acima de tudo, pela eficácia na hora de visar as balizas contrárias.
Os dragões de Farioli somam seis vitórias, uma delas na Supertaça e outras cinco no campeonato, e o pior registo de remates, tirando o duelo com o City, aconteceu contra o Académico de Viseu. Curiosamente, foi no Fontelo que arrecadaram a maior vitória desta época 2026/27.
Registo ofensivo do FC Porto em 2026/27
| Adversário | Total remates | Remates enquadrados | Grandes ocasiões |
| Torreense (1-0) | 12 | 4 | 3 |
| Alverca (2-0) | 9 | 3 | 4 |
| Rio Ave (2-0) | 14 | 6 | 4 |
| Arouca (2-0) | 23 | 10 | 8 |
| Académico Viseu (3-0) | 5 | 4 | 2 |
| Moreirense (2-1) | 7 | 2 | 3 |
| Manchester City (0-2) | 5 | 0 | 0 |
Giménez, Samu e Pietuszewski prometem fazer sorrir Farioli
Feitas as contas, o atual ataque do FC Porto vai sendo suficiente para os jogos teoricamente mais acessíveis do futebol português, mas parece curto para uma equipa que ambiciona chegar à fase a eliminar da Liga dos Campeões.
No entanto, vale a pena recordar que Farioli está privado de algumas peças importantes, tais como Samu ou Oskar Pietuszewski, ambos lesionados.
O avançado espanhol terá dado, recentemente, mais um passo rumo à recuperação total e está mais perto de voltar às opções do técnico italiano, depois de se ter lesionado em fevereiro, quando já havia marcado 20 golos.
Por seu turno, o extremo polaco também se revelou particularmente importante na temporada transata, contribuindo com três golos e duas assistências, sendo ainda muito ativo em dribles e cruzamentos.
Nota, ainda, para a chegada tardia de Santiago Giménez, por empréstimo do AC Milan, que ainda procura a melhor forma depois de se ter lesionado no Mundial2026.
De todo o modo, Farioli terá, por isso, razões para procurar elevar o nível do atual trio luso-brasileiro, até porque o Clássico com o Benfica, agendado para 20 de setembro, já está no horizonte.