Ainda invicto no presente campeonato, o Estrela da Amadora volta a competir na quinta-feira, para realizar o desafio em atraso com os ‘guerreiros do Minho’ em casa emprestada, em Alverca, em virtude de o Estádio José Gomes, na Amadora, ter sido interditado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) por reincidência de avaliações negativas ao estado do relvado nos dois jogos já disputados na Reboleira.
A decisão mereceu um comentário de reprovação do técnico, que saiu em defesa da estrutura dos ‘tricolores’, salientando a postura “muito séria e competente” com que tem procurado resolver o problema.
“A verdade é que a poucos dias do jogo com o Sporting de Braga, foi chumbado o campo. É estranho, é revoltante, porque, tudo foi feito de forma muito séria e competente para termos o nosso estádio, a nossa casa, em condições, com os nossos adeptos, a nossa cidade e acessibilidades, tudo próximo. Nós também queremos o melhor relvado possível”, afirmou, na conferência de antevisão ao desafio marcado para as 20:45.
Pepa lamentou o desfecho da situação, que obrigará o Estrela da Amadora a organizar e disputar a partida frente ao Sporting de Braga num recinto emprestado depois de, semanas antes, ter aceitado adiar a partida a pedido dos minhotos, que disputavam o ‘play-off’ de acesso à Liga Conferência.
“É um jogo com outra coisa que me deixa apreensivo, acima de tudo, porque eu e nós, Estrela da Amadora, e bem, somos um dos defensores acérrimos do futebol português e das equipas que estão nas competições europeias. Aceitámos, logo na primeira hora, adiar ou reagendar o jogo e voltaremos a fazê-lo com todo o gosto e, acima de tudo, valorizar o futebol português e as equipas portuguesas nas competições europeias, a competir”, recordou.
O treinador dos amadorenses considera que, após de ter contribuído de forma positiva tanto para o adiamento da partida como para a melhoria do estado do relvado do Estádio José Gomes, a sua equipa acabou por sair lesada por um tratamento que considera injusto.
“A verdade é que, depois disto tudo que aconteceu, muito rápido, o campo, a interdição, etc, acabamos por olhar para trás e pensar: porque estamos nós a ser prejudicados, a não jogarmos perante os nossos adeptos, no nosso estádio, no nosso conforto? Temos de separar as coisas”, comentou Pepa.
O treinador salientou que vicissitudes várias não permitiram que o Estrela da Amadora pudesse ter substituído o seu relvado no período de verão, a começar pelo facto de apenas ter confirmado a manutenção na última jornada do campeonato, o que terá levado a que a empresa responsável pela substituição do relvado não tivesse disponibilidade para efetuar os trabalhos nas datas necessárias, o que conduziu à situação atual.
“O que deu foi para mudar o relvado na paragem FIFA [na última semana do presente mês]. O calor extremo que aconteceu danificou muito o relvado. É mau? Claro que é”, admite Pepa, já conformado com a perspetiva de receber o Sporting de Braga em recinto alheio.
À parte da interdição do estádio, que marcou grande parte da conferência de antevisão, o treinador estrelista realça que o encontro com os bracarenses será resolvido em questões técnicas e táticas pelos seus intervenientes, como qualquer outro.
“Acima de tudo, o mais importante é dentro de campo, dentro das quatro linhas e competir”, resume o responsável técnico dos amadorenses.
O Estrela da Amadora, 11.º classificado da I Liga portuguesa, com seis pontos em quatro jogos, recebe o Sporting de Braga, sexto, com sete, mas menos dois jogos, em partida agendada para quinta-feira, às 20:45, no Estádio do FC Alverca, com arbitragem de Iancu Vasilica, da associação de Vila Real.